Esperança que não falha


Para um tempo como este. Assim se chama o nosso estudo das últimas semanas. Entre sábios que não o são, conselheiros que só sabem dar maus conselhos e uma vida vivida entre homens egoístas e soberbos, confirmamos que, afinal, onde há pessoas sempre há confusões. O livro de Ester revela exatamente isso: intrigas, orgulho, manipulação, medo, silêncio… E mesmo no meio de tudo isso, temos visto que Deus não é indiferente. Ele trabalha em favor do seu povo, mesmo quando o povo não vê.
Foi para um tempo de necessidade de intervenção que Deus usou a obediência de Ester, mas é também no tempo antes de isso existir que conseguimos aprender com ela.
Aprender com Ester tem sido viajar no tempo e rever-me nos erros de cada personagem: no silêncio movido pelo medo, na impaciência, na procura por reconhecimento, na tendência em confiar em planos humanos. Mas também tem sido aprender que a obediência de estar preparada para quando a hora chegar é tão importante quanto a coragem no tempo de intervir.
Antes de “um tempo como este” existir, Ester precisou depender e confiar em Deus. Deus pede-nos fidelidade para confiar no seu plano que é maior que termos vidas boas aqui. Deus pede-nos que lhe confiemos tudo para termos vida eterna com ele.
Que possamos sentir-nos inspiradas e encorajadas em saber que Deus continua a agir, mesmo quando não vemos e que isso nos direcione a uma maior dependência e preparação constante para que quando o tempo de intervenção chegar possamos estar preparadas para responder, com mansidão e temor, a qualquer pessoa que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:14-16).

[Texto de Suelen Dias]