
Vivemos num tempo em que as más notícias chegam muito depressa, graças aos meios de comunicação de que dispomos. E não só chegam rápido, como se avolumam. Percebemos a ansiedade que isso despoleta na mente das pessoas, levando-as a adoecer — muitas vezes por ameaças que nem sequer chegam a concretizar-se.
Algo semelhante aconteceu com o povo judeu no tempo da rainha Ester. Ao longo de um ano, viveram sob a ameaça de extinção e, com toda a certeza, o medo e a angústia apoderaram-se dos seus corações. Mas houve uma reviravolta: sabemos que, embora Deus não seja mencionado explicitamente na história, é a Sua providência divina que opera nos bastidores, usando Ester como Seu instrumento. Aquilo que parecia ser o fim de um povo foi revertido numa celebração de reconhecimento do poder de Deus em livrar, conduzindo cada detalhe da história.
Centenas de anos mais tarde, vemos um grupo de discípulos vivendo também a angústia e o medo por pensarem que o seu Mestre tinha morrido. Fechados entre quatro paredes, o pavor e a tristeza dominaram-nos. Mas Deus é especialista em reverter e transformar histórias: mais uma vez, o que parecia o fim tornou-se a grande vitória. A morte e ressurreição de Jesus trouxe-nos vida, redenção e perdão.
Toda a Bíblia aponta para o Deus que tem a palavra final e transforma em vida o que seguia o caminho da morte. Não importa o que esteja diante de nós, ainda que pareça ser o termo. Deus tem sempre a última palavra, e a Sua Palavra diz-nos que Ele já preparou tudo novo para nós. Essa é a nossa esperança e vitória!
[Texto de Vilma Correira | Imagem The Holy Women at the Tomb, William-Adolphe Bouguereau]
